{"id":18,"date":"2014-03-07T14:14:11","date_gmt":"2014-03-07T14:14:11","guid":{"rendered":"http:\/\/web-01.ufscar.br\/ruras\/?page_id=18"},"modified":"2025-10-04T15:00:38","modified_gmt":"2025-10-04T15:00:38","slug":"projetos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/?page_id=18","title":{"rendered":"Projetos"},"content":{"rendered":"<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Nas franjas do progresso. Efeitos socioambientais da produ\u00e7\u00e3o canavieira nos estados de Alagoas e S\u00e3o Paulo <\/strong>(2021 &#8211; 2023)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1veis: Rodrigo Constante Martins e Wendell Ficher<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O objetivo deste projeto \u00e9 investigar os efeitos socioambientais da produ\u00e7\u00e3o canavieira em duas das principais regi\u00f5es de atua\u00e7\u00e3o do setor sucroalcooleiro nos Estados de Alagoas e S\u00e3o Paulo: a zona da mata alagoana (regi\u00e3o leste) e a regi\u00e3o administra\u00e7\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto (regi\u00e3o centro-leste). As regi\u00f5es destacam-se enquanto espa\u00e7os significativamente apropriados e transformados pela l\u00f3gica do setor e possuem algumas caracter\u00edsticas comuns, produto do contexto econ\u00f4mico aproximado, bem como particularidades que expressam o modo como capital e trabalho organizam-se no territ\u00f3rio. Observaremos, sobretudo, as consequ\u00eancias dos efeitos socioambientais produzidos pelo agroneg\u00f3cio canavieiro para a sa\u00fade, rela\u00e7\u00f5es e reprodu\u00e7\u00e3o social dos camponeses e trabalhadores assalariados rurais, atentando, tamb\u00e9m, para a quest\u00e3o de g\u00eanero. Ademais, investigaremos a atua\u00e7\u00e3o do Estado no que tange aos resultados para a popula\u00e7\u00e3o que trabalha\/vive no campo das recentes reformas (Trabalhista e Previdenci\u00e1ria) e altera\u00e7\u00f5es em pol\u00edticas p\u00fablicas. A pesquisa se articula em torno de tr\u00eas eixos: a) as transforma\u00e7\u00f5es na estrutura agr\u00e1ria e suas consequ\u00eancias para a reprodu\u00e7\u00e3o social camponesa; b) as transforma\u00e7\u00f5es na din\u00e2mica de realiza\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado rural; e, c) as consequ\u00eancias ambientais da produ\u00e7\u00e3o sucroalcooleira, impactando sobre a vida de camponeses, assalariados e da sociedade mais ampla. Elegemos para essa pesquisa a metodologia qualitativa, complementada com a an\u00e1lise de dados secund\u00e1rios de diferentes ag\u00eancias de informa\u00e7\u00e3o e institui\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o (IBGE, IPEA, DIEESE, Secretarias de Meio Ambiente, Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1ficas, entre outras).<\/p>\n<p>Financiamento: FAPESP e FAPEAL<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/?page_id=4752\">Plano de gest\u00e3o de dados<\/a><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Forest citizenship for disaster resilience: learning from COVID-19 (2022 &#8211; 2025)\u00a0<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1veis: <span style=\"font-size: inherit;\">Rodrigo Constante Martins, Luke Parry e Peter Newton<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: This project uses Brasilian Amazon as an arena to examine how marginalized people, disproportionately affected by COVID-19, are using citizenship to mitigate the pandemic&#8217;s negative societal effects. The project aims (1) quantify linkages between forest citizenship and COVID-19 resilience; (2) understand practices of forest citizenship in relation to COVID-19 experiences; and (3) understand and disseminate learning on conditions for promoting forest citizenship and enhancing disaster resilience across Amazonia.<\/p>\n<p>Financiamento:\u00a0FAPESP (Brasil), ESRC (Reino Unido) e NSF (Estados Unidos)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/?page_id=4868\">Plano de gest\u00e3o de dados <\/a><\/p>\n<ul>\n<li><b>Amaz\u00f4nia p\u00f3s-pandemia: estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de povos da floresta em contexto de vulnerabilidade socioambiental (2022 &#8211; 2025)<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Respons\u00e1vel: J\u00e9ssica Pires Cardoso<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As consequ\u00eancias da pandemia da COVID-19 se expressaram de forma mais aguda em regi\u00f5es com hist\u00f3rico de institucionalidade fragilizada, bem como sobre popula\u00e7\u00f5es com alto grau de vulnerabilidade social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica. Na Amaz\u00f4nia brasileira, os chamados povos da floresta constituem parcela significativa da sociedade cujo acesso \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos, especialmente de sa\u00fade, apresentaram-se como impeditivo importante no que diz respeito ao acesso \u00e0 profilaxia, formas de tratamento e de enfrentamento \u00e0 pandemia. Nesse sentido, as desigualdades e vulnerabilidades existentes entre esses povos expuseram de forma contundente os riscos aos quais est\u00e3o sujeitas essas popula\u00e7\u00f5es, sobretudo no que se refere a sua cidadania, reconhecimento e garantia de direitos. Em contrapartida, a marginaliza\u00e7\u00e3o a qual s\u00e3o submetidas e a pouca inser\u00e7\u00e3o em arenas decis\u00f3rias e nas tomadas de decis\u00e3o que impactam diretamente a sua sobreviv\u00eancia em per\u00edodos cr\u00edticos como o da Covis-19, apresenta-se como uma possibilidade de ruptura para esses grupos sociais, fazendo emergir novas formas associativas e colaborativas para o enfrentamento a eventos desastrosos como esse. Dessa maneira, apesar do car\u00e1ter extremamente delet\u00e9rio trazido pela pandemia, surge, nesse momento, uma possibilidade para que esses grupos avancem na luta por amplia\u00e7\u00e3o de direitos, reconhecimento e fortalecimento de sua cidadania. Assim sendo, a presente proposta busca investigar de que maneira os povos da floresta, notadamente comunidades rurais e popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, utilizaram-se de pr\u00e1ticas e a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para o enfrentamento da pandemia, e de que modo as estrat\u00e9gias adotadas por esses grupos sociais \u2013 fora dos circuitos institucionais estabelecidos \u2013 t\u00eam se constitu\u00eddo como importante instrumento para a retomada de seus modos de vida ap\u00f3s os eventos causados pela pandemia da COVID-19. Em termos metodol\u00f3gicos, a pesquisa lan\u00e7a m\u00e3o de instrumentos qualitativos de pesquisa social, como entrevistas semiestruturadas e reconstru\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Financiamento: FAPESP<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/?page_id=4871\">Plano de gest\u00e3o de dados <\/a><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sociedade rural e governan\u00e7a das \u00e1guas na Fran\u00e7a: di\u00e1logos com a experi\u00eancia brasileira <\/strong>(2019-2020)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Rodrigo Constante Martins<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Este projeto tem como objetivo discutir a g\u00eanese social da cren\u00e7a na efic\u00e1cia do discurso econ\u00f4mico nas inst\u00e2ncias descentralizadas de governan\u00e7a ambiental em \u00e1reas rurais. O projeto prop\u00f5e a problematiza\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese de que a consolida\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o ambiental na agenda pol\u00edtico-social contempor\u00e2nea est\u00e1 intimamente relacionada com o potencial de nomina\u00e7\u00e3o que a teoria da utilidade marginal desenvolveu no curso do s\u00e9culo XX. Para tanto, empreender\u00e1 esfor\u00e7os de investiga\u00e7\u00e3o bibliogr\u00e1fica e documental sobre os atos de nomina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da quest\u00e3o ambiental em contextos de ruralidade a partir da experi\u00eancia da gest\u00e3o descentralizada e participativa das \u00e1guas nos territ\u00f3rios rurais da Fran\u00e7a &#8211; experi\u00eancia internacionalmente reconhecida e, no Brasil, adotada como refer\u00eancia no debate sobre valora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<p>Financiamento FAPESP<\/p>\n<div>\n<div>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sociologia da governan\u00e7a das \u00e1guas em contextos de ruralidade<\/strong> (2017-atual)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Respons\u00e1vel: Rodrigo Constante Martins<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo:\u00a0O projeto investiga os arranjos de governan\u00e7a das \u00e1guas em contextos de ruralidade, articulando os conflitos agr\u00e1rios \u00e0 tem\u00e1tica ambiental. Objetiva a compreens\u00e3o interpretativa das formas como as lideran\u00e7as da agricultura paulista vem construindo a representa\u00e7\u00e3o do setor nas inst\u00e2ncias de governan\u00e7a participativa das \u00e1guas no estado &#8211; notadamente o Conselho Estadual de Recursos H\u00eddricos e os Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1ficas. Busca lan\u00e7ar novas luzes sobre a chamada &#8220;crise h\u00eddrica&#8221; a partir das pr\u00e1ticas de experimenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da quest\u00e3o ambiental, tentando compreender como os enunciados mercantis atuam simultaneamente como realidade descritiva e prescritiva no moderno debate socioambiental, atendendo a certos regimes de justifica\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas.<\/p>\n<div>Financiamento CNPq<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Agricultura, pol\u00edtica e meio ambiente: estudo sobre a governan\u00e7a das \u00e1guas em contextos de ruralidade<\/strong> (2013-2015)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Rodrigo Constante Martins<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O objetivo geral deste projeto \u00e9 compreender interpretativamente a reprodu\u00e7\u00e3o das formas de nomina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da tem\u00e1tica ambiental no interior das inst\u00e2ncias paulistas de governan\u00e7a das \u00e1guas \u2013 notadamente os Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1ficas. Mais especificamente, pretende: a) identificar o discurso setorial das lideran\u00e7as do setor agr\u00edcola na gest\u00e3o participativa das \u00e1guas no estado de S\u00e3o Paulo; b) identificar os instrumentos de descri\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da gest\u00e3o das \u00e1guas no discurso desta representa\u00e7\u00e3o setorial, delineando seu potencial prescritivo para a gest\u00e3o ambiental, e; c) identificar a efic\u00e1cia simb\u00f3lica dos enunciados econ\u00f4micos da tem\u00e1tica ambiental no interior do Conselho Estadual de Recursos H\u00eddricos, enfatizando a posi\u00e7\u00e3o dos representantes da agricultura estadual neste Conselho ante a produ\u00e7\u00e3o\/reprodu\u00e7\u00e3o destes enunciados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"> Financiamento: CNPq<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u201cEram as mulheres que sustentavam eles aqui\u201d: alicerces da luta pela terra em Alagoas (2023- atual)<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Andr\u00e9a Maria Leite Albuquerque<br \/>\nOrienta\u00e7\u00e3o: Profa. Dra. Marilda Aparecida de Menezes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Muito tem sido escrito sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nos movimentos de luta pela terra, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), n\u00e3o havendo d\u00favidas sobre o aumento do n\u00famero de mulheres nos cargos de lideran\u00e7a desses movimentos. A partir de entrevistas realizadas no projeto de pesquisa &#8220;Nas franjas do progresso. Efeitos socioambientais da produ\u00e7\u00e3o canavieira nos estados de Alagoas e S\u00e3o Paulo&#8221;, em 2021 e 2022, com homens e mulheres dos movimentos de luta pela terra em Alagoas, uma nova perspectiva foi apresentada: mulheres como respons\u00e1veis pela sustenta\u00e7\u00e3o das ocupa\u00e7\u00f5es em seus est\u00e1gios iniciais. Foram v\u00e1rios os relatos sobre como as mulheres sustentavam os acampamentos em seus primeiros meses e estavam \u00e0 frente nos momentos de conflito com a pol\u00edcia. Assim, partindo da hip\u00f3tese de que as mulheres desempenham um papel essencial nos est\u00e1gios iniciais da luta pela terra e o perdem ap\u00f3s sua conquista, a pesquisa a ser realizada pretende analisar o papel das mulheres no in\u00edcio das ocupa\u00e7\u00f5es, investigando se h\u00e1 um efetivo exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de mantenedoras do acampamento e de linha de frente nos conflitos e, caso confirmada a hip\u00f3tese, se essa participa\u00e7\u00e3o permanece de forma ativa ap\u00f3s a conquista da terra e por qual motivo. Como metodologia, de abordagem inteiramente qualitativa, ser\u00e3o utilizadas pesquisa bibliogr\u00e1fica e pesquisa de campo, com a realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas em profundidade, hist\u00f3rias de vida, observa\u00e7\u00e3o participante, produ\u00e7\u00e3o de di\u00e1rio de campo e registros fotogr\u00e1ficos.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Novas configura\u00e7\u00f5es sociais e identidades pol\u00edticas no Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Alagoas (2021 &#8211; atual)<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Weldja Marques da Silva Lima<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A partir de visitas a acampamentos e assentamentos da reforma agr\u00e1ria, da observa\u00e7\u00e3o do cotidiano e, sobretudo, do di\u00e1logo com camponeses que reivindicam direitos atrav\u00e9s de movimentos sociais de luta pela terra em Alagoas, este projeto prop\u00f5e uma pesquisa que busca descrever e analisar\u00a0os processos s\u00f3cio-hist\u00f3ricos que conduziram o MST \u00e0 sua atual configura\u00e7\u00e3o organizativa em Alagoas e compreender como os recentes investimentos identit\u00e1rios e outras estrat\u00e9gias pol\u00edticas do movimento v\u00eam sendo desenvolvidos. Refiro-me \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio movimento de que \u00e9 cada vez mais importante aglutinar esfor\u00e7os e coletivos heterog\u00eaneos tais como: \u201csetores da cultura\u201d, movimento feminista, movimento LGBT, movimento negro, a \u201ceduca\u00e7\u00e3o popular\u201d e o trabalho de base nas cidades.\u00a0Para alcan\u00e7ar os objetivos da presente proposta, privilegiaremos uma abordagem qualitativa, com \u00eanfase na realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas, de observa\u00e7\u00e3o participante e na an\u00e1lise documental.<\/p>\n<p>Financiamento: CAPES<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8220;<b>Desvendando as fuligens: Um estudo sobre a trajet\u00f3ria social das queimadas nos canaviais paulistas<\/b><strong>&#8221; <\/strong>(2019 &#8211; 2024)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Ana Carina Sabadin<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo:\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">Em vias de percorrer os conflitos ainda em suspenso na realidade canavieira paulista, a pesquisa em tela objetiva interpretar a trajet\u00f3ria social das queimadas, considerando as aproxima\u00e7\u00f5es e os distanciamentos entre os interesses e as estrat\u00e9gias assumidas por representantes do poder p\u00fablico, da agricultura e da agroind\u00fastria canavieiras e de sindicatos rurais e patronais a partir da proposta de elimina\u00e7\u00e3o gradativa das queimadas, firmada em 2007: o Protocolo Agroambiental Paulista. Tomamos como hip\u00f3tese de que as din\u00e2micas estabelecidas entre eles produzem uma narrativa pautada no apagamento do debate das queimadas no estado, sem que haja um apagamento concreto das chamas nos canaviais. A investiga\u00e7\u00e3o afunila-se na regi\u00e3o administrativa de Ribeir\u00e3o Preto, elencada como realidade emp\u00edrica para acompanharmos, na pr\u00e1tica, esse oscilar. Do ponto de vista metodol\u00f3gico, partimos de uma abordagem qualitativa, apoiada na pesquisa bibliogr\u00e1fica e documental, na realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas semi-estruturadas, bem como do levantamento de dados secund\u00e1rios\u00a0 num\u00e9ricos e a an\u00e1lise de material audiovisual.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Financiamento: CAPES<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>O valor dos alimentos na agricultura familiar: entre a produ\u00e7\u00e3o e o consumo <\/b>(2018-2022)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<div><span style=\"font-size: inherit; text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Camila Benjamin Vieira<\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: As descri\u00e7\u00f5es encontradas na literatura brasileira sobre como as popula\u00e7\u00f5es rurais se organizaram para obter comida, e assim seus modos de vida, mostravam uma dieta com base na economia de subsist\u00eancia, que correspondia ao cultivado, coleta e ca\u00e7a. Essa dieta se modificou com o avan\u00e7o da agroindustrializa\u00e7\u00e3o e todos os campos que ela mobiliza, ganhando aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores que se debru\u00e7am sobre suas\u00a0 esist\u00eancias e modifica\u00e7\u00f5es. Muito se tem evidenciado sobre a reemerg\u00eancia de produtos \u201cda terra\u201d e da produ\u00e7\u00e3o para o autoconsumo como estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a alimentar e reprodu\u00e7\u00e3o familiar. \u00c9 nesse contexto que se\u00a0<span style=\"font-size: inherit; text-align: justify;\">desenvolve a pesquisa aqui apresentada, que tem o objetivo de analisar sociologicamente como agricultores familiares se posicionam diante das categorias \u201cvalor\u201d e alimenta\u00e7\u00e3o. Esse \u201cvalor\u201d corresponde a uma ferramenta anal\u00edtica de como os agricultores fazem suas escolhas alimentares na intera\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Para isso, baseia-se na sociologia reflexiva, somada \u00e0 sociologia da alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 sociologia rural. A pesquisa est\u00e1 sendo desenvolvida em tr\u00eas cidades do Vale do Para\u00edba Paulista por meio de revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, observa\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica, entrevistas semiestruturadas e consultas a banco de dados secund\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p>Financiamento: CAPES<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>COLONOS, COCALEROS, COMUNIDAD NEGRA: identidades campesinas en el Magdalena Medio <\/strong>(2018 &#8211; 2022)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: <span data-mce-mark=\"1\">Claudia Quijano Mejia<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, parte da agenda das mobiliza\u00e7\u00f5es camponesas se centraram na exig\u00eancia do reconhecimento do campesinato como sujeito de direitos. Especificamente, o direito ao territ\u00f3rio, a formas de governo pr\u00f3prias e a consulta pr\u00e9via. A partir da Constitui\u00e7\u00e3o Nacional de 1991, o acesso aos direitos territoriais ficou marcado por uma classifica\u00e7\u00e3o \u00e9tnica da popula\u00e7\u00e3o rural, de tal modo que as comunidades ind\u00edgenas e negras tiveram garantidos seus direitos territoriais, enquanto que os camponeses \u2013 sem pertencimento \u00e9tnico \u2013 foram exclu\u00eddos de tal reconhecimento. Assim, a exig\u00eancia ao Estado se centrou no reconhecimento da identidade camponesa e, portanto, ao acesso aos direitos territoriais decorrentes. O objetivo central desta tese \u00e9 compreender a constru\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o das identidades camponesas em duas veredas dos munic\u00edpios de San Pablo e Yond\u00f3, na regi\u00e3o do Magdalena M\u00e9dio. A vereda \u00e9 a subdivis\u00e3o territorial da \u00e1rea rural de um munic\u00edpio na Col\u00f4mbia e se constitui no espa\u00e7o concreto em que se desenvolvem as intera\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es entre os povoadores do setor rural. Neste estudo, a vereda se erige como a unidade privilegiada para a aproxima\u00e7\u00e3o ao problema de pesquisa. Esta tese argumenta que a popula\u00e7\u00e3o rural do Magdalena M\u00e9dio mobiliza a categoria campon\u00eas e outras (colonos, cocaleros, mineiros artesanais, negritudes, mulheres rurais, comunidade rural), na medida em que estas possibilitam o acesso e a exigibilidade de seus direitos, brindam legitimidade a suas demandas e permitem a interlocu\u00e7\u00e3o com o Estado (suas institui\u00e7\u00f5es e seus funcion\u00e1rios). Em um horizonte mais amplo postulo que, enquanto os povoadores rurais e suas organiza\u00e7\u00f5es tendem a ampliar a categoria campon\u00eas para poder incluir a diversidade do mundo rural do qual fazem parte, o Estado tende a definir, estreitar, delimitar este grupo social como uma \u00fanica possibilidade para regular esta popula\u00e7\u00e3o e os territ\u00f3rios que ocupam. Este estudo se desenvolve atrav\u00e9s de uma metodologia qualitativa, fazendo uso da observa\u00e7\u00e3o participante, entrevistas semiestruturadas e revis\u00e3o documental.<\/p>\n<p>Financiamento: CAPES<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ruralidades contempor\u00e2neas: identidade, cultura e formas de produ\u00e7\u00e3o nos assentamentos de Mato Grosso do Sul<\/strong> (2018 &#8211; 2021)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Jeanne Mariel Brito de Moura Maciel<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo analisar como se caracteriza na atualidade o espa\u00e7o rural do Mato Grosso Sul, apontando para a hist\u00f3ria de vida da popula\u00e7\u00e3o dos assentamentos, e das fazendas de seu entorno, em termos econ\u00f4micos, social, cultural e na rela\u00e7\u00e3o homem-natureza. A pesquisa ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos, 2018-2021, e ocorrer\u00e1 nos munic\u00edpios em que o curso de Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o do Campo da UFGD possui estudantes, dentre os quais se destacam Ponta Por\u00e3, Nioaque e Corumb\u00e1. Sabendo-se que o Mato Grosso do Sul possui uma popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 351.625 pessoas que habita no campo &#8211; no censo de 2010 do IBGE -, e que tamb\u00e9m possui 27.764 fam\u00edlias assentadas distribu\u00eddas em 204 assentamentos espalhados pelo estado (INCRA, 2017), cada vez mais se faz necess\u00e1rio compreender como esta popula\u00e7\u00e3o vive e atualiza suas trajet\u00f3rias. Assim, proponho aqui esmiu\u00e7ar como se configura o rural em uma regi\u00e3o de fronteira, com os seus tensionamentos, mudan\u00e7as e perman\u00eancias. Isso porque, ap\u00f3s d\u00e9cadas de cria\u00e7\u00e3o do estado e de expans\u00e3o das atividades do agroneg\u00f3cio em seu territ\u00f3rio, cabe agora chegar o ficou ou n\u00e3o ficou em seu meio rural, ou seja: como se atualiza a identidade dos moradores do campo? Quais as implica\u00e7\u00f5es das peculiaridades de uma regi\u00e3o de fronteira \u2013 tanto em termos de lugar, como de atividades agr\u00edcolas &#8211; na vida dos assentados? Como ocorre a integra\u00e7\u00e3o social dentro dos assentamentos formados por pessoas de diferentes cidades do Mato Grosso do Sul, de outros estados e de outro pa\u00eds, como o Paraguai? Quais as tens\u00f5es e conflitos atuais? Qual o futuro dos lotes e da juventude rural? O que \u00e9 o rural no Mato Grosso do Sul, e em que medida poder-se-ia criar modelos de compara\u00e7\u00e3o com outras regi\u00f5es do pa\u00eds? Essas s\u00e3o quest\u00f5es que esse projeto de pesquisa se prop\u00f5e a investigar. Em termos metodol\u00f3gicos, a condu\u00e7\u00e3o da pesquisa ser\u00e1 feita de forma qualitativa com a utiliza\u00e7\u00e3o de entrevistas semiestruturadas, observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de documentos junto aos assentados alvo deste trabalho.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Rearranjos territoriais e identit\u00e1rios a partir do planejamento da constru\u00e7\u00e3o da usina hidrel\u00e9trica UHE Castanheira no munic\u00edpio de Juara\/MT<\/strong> (2016 \u2013 2019)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">Respons\u00e1vel: Agilson Poquiviqui<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">Resumo: Este projeto tem como objetivo geral compreender os rearranjos territoriais e identit\u00e1rios acerca dos modos de vida dos agentes sociais atingidos pela constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica (UHE) Castanheira localizada no munic\u00edpio de Juara, Mato Grosso. Configuram-se como objetivos espec\u00edficos: a) Mapear os espa\u00e7os e as rela\u00e7\u00f5es sociais dos agentes sociais atingidos pela constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica (UHC) Castanheira, no munic\u00edpio de Juara, Mato Grosso. b) identificar quais os impactos identit\u00e1rios e territoriais sofridos pelos povos ind\u00edgenas Munduruku, pescadores e ribeirinhos; c) Analisar a participa\u00e7\u00e3o dos atingidos nas diferentes etapas do processo de constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica (UHC) Castanheira no munic\u00edpio de Juara\/MT; d) Levantar, junto aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, no caso a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA), as pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas aos impactos socioambientais sofridos pelos agentes sociais atingidos. A efetiva\u00e7\u00e3o deste empreendimento na regi\u00e3o pode direta ou indiretamente afetar e\/ou atingir os pescadores, ribeirinhos e etnias ind\u00edgenas da regi\u00e3o do Vale do Arinos. Do ponto de vista da forma de abordagem do problema, trata-se de uma pesquisa social qualitativa, j\u00e1 que abordaremos os problemas socioambientais nas rela\u00e7\u00f5es dos referidos agentes sociais, com princ\u00edpios de delineamento de estudo de caso, com enfoque na hist\u00f3ria de vida. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">Financiamento:\u00a0 Doutorado &#8211; Fapemat<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>A linha difusa entre t\u00e9cnica e pol\u00edtica: Interdepend\u00eancias na gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos no Brasil <\/strong>(2016- 2020)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Raiza Campregher<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A d\u00e9cada de 1990 foi marcada por transforma\u00e7\u00f5es significativas na gest\u00e3o nacional dos recursos h\u00eddricos, a partir da institui\u00e7\u00e3o de um modelo de governan\u00e7a das \u00e1guas. Tais transforma\u00e7\u00f5es ocorreram, em parte, pela atua\u00e7\u00e3o de um grupo profissional, detentor de conhecimento t\u00e9cnico e altamente especializado, organizado atrav\u00e9s da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos H\u00eddricos (ABRH). A pesquisa em tela tem como objetivo o estudo da atua\u00e7\u00e3o desta associa\u00e7\u00e3o junto \u00e0 gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, por meio da reconstru\u00e7\u00e3o do seu hist\u00f3rico nessa gest\u00e3o, para assim compreender as interdepend\u00eancias no contexto das disputas em torno das quest\u00f5es h\u00eddricas no Brasil. Levanta-se duas hip\u00f3teses: de que a ABRH teve papel fundamental na inscri\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o h\u00eddrica na agenda pol\u00edtica do pa\u00eds, e; de que esta associa\u00e7\u00e3o se constituiu em agente estrat\u00e9gico na produ\u00e7\u00e3o da verdade sobre a situa\u00e7\u00e3o h\u00eddrica nacional. Desta forma, a ABRH participaria tanto de um processo de politiza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, como de um processo de cientifiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, mediante suas estrat\u00e9gicas de inser\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o na governan\u00e7a das \u00e1guas. A metodologia de pesquisa consiste na pesquisa documental e bibliogr\u00e1fica, assim como em entrevistas qualitativas semiestruturadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: CAPES &#8211; Doutorado<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ruralidade contempor\u00e2nea, conflitos socioambientais e desenvolvimento rural em quest\u00e3o: o caso do bairro rural Dem\u00e9tria e seu entorno no munic\u00edpio de Botucatu sob as luzes da sociologia das justifica\u00e7\u00f5es<\/strong> (2016-2020)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Priscila Silveira de Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O objetivo geral deste projeto consiste em discutir vis\u00f5es, controv\u00e9rsias e conflitos em torno da participa\u00e7\u00e3o social e do desenvolvimento rural em n\u00edvel local do bairro rural Dem\u00e9tria e de seu entorno, localizado a 15 km do centro do munic\u00edpio de Botucatu no Estado de S\u00e3o Paulo. Originado em 1980 a partir da instala\u00e7\u00e3o da Est\u00e2ncia Dem\u00e9tria de agricultura biodin\u00e2mica ,o que consolidou as bases para o estabelecimento de diversas iniciativas no bairro, nele concentram-se OSCIPs, associa\u00e7\u00f5es e escolas com forte liga\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Por outro lado, essa regi\u00e3o assiste a expans\u00e3o de cadeias produtivas de grandes monoculturas com intensivo uso de agroqu\u00edmicos (principalmente cana-de-a\u00e7\u00facar) e a press\u00f5es do mercado imobili\u00e1rio relacionada \u00e0s amenidades ambientais desse bairro. Essas realidades paralelas t\u00eam provocado interesses conflitantes. Nesse sentido, ser\u00e3o realizadas entrevistas com o objetivo de evidenciar o discurso de diferentes atores acerca de dimens\u00f5es norteadoras do processo de desenvolvimento rural: as rela\u00e7\u00f5es rural-urbano, a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e as t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o privilegiadas, o grau de reconhecimento da multifuncionalidade da agricultura, a ressignifica\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os rurais e a rede de rela\u00e7\u00f5es entre atores coletivos vinculada a institucionaliza\u00e7\u00e3o de novas arenas de governan\u00e7a territorial descentralizada e participativa. Os entrevistados ser\u00e3o moradores do bairro Dem\u00e9tria e do entorno, bem como diferentes representantes de inst\u00e2ncias de governan\u00e7a de Botucatu, como o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e representantes da expans\u00e3o canavieira no entorno, como membros da \u00a0Fazenda Schincariol. Al\u00e9m das entrevistas, ser\u00e3o examinados diferentes planos que servem de instrumento para pol\u00edticas de gest\u00e3o territorial como o Plano municipal de desenvolvimento rural sustent\u00e1vel . As entrevistas e os Planos ser\u00e3o analisados \u00e0 \u00a0luz da sociologia das justifica\u00e7\u00f5es de modo a tornar claro a pluralidade de pontos de apoio normativos sobre os quais os atores elaboram argumentos em defesa de suas posi\u00e7\u00f5es. Fundada na identifica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios e justificativas de mundo justo mobilizados pelas cr\u00edticas e justifica\u00e7\u00f5es de atores envolvidos num conflito, torna-se pertinente, nesse caso, diante do desenvolvimento rural em quest\u00e3o vinculado a crescente emerg\u00eancia de alternativas ao modelo produtivista e mercantil na agricultura, aos debates em torno da agricultura familiar, novas ruralidades e embates territoriais nas inst\u00e2ncias descentralizadas associadas a gest\u00e3o de recursos naturais e agricultura.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Das aus\u00eancias \u00e0s express\u00f5es: Uma an\u00e1lise dos recursos de poder na constru\u00e7\u00e3o do Protocolo Agroambiental<\/strong>\u00a0(2015-2017)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Ana Carina Sabadin<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A chamada quest\u00e3o ambiental tem constitu\u00eddo foco de preocupa\u00e7\u00f5es de diversos grupos, classes e setores sociais, bem como se colocado como ferramenta de justifica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas em \u00e2mbito nacional e internacional, evidenciando a excessiva explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais. Em vista disso, tem-se o Protocolo Agroambiental, firmado no estado de S\u00e3o Paulo, como um exemplo de regulamenta\u00e7\u00e3o socioambiental que visa, sobretudo, implementar um \u201cplanejamento sustent\u00e1vel\u201d \u00e0 expans\u00e3o do setor sucroalcooleiro por meio de um pacto de livre ades\u00e3o, permeado por propostas de redu\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais causados por esse setor. Isto posto, ao se compreender que a ades\u00e3o a esse Protocolo implica transforma\u00e7\u00f5es substanciais tanto para o setor sucroalcooleiro quanto para o meio ambiente e para a sociedade civil, admite-se a exist\u00eancia de um debate em torno dessa problem\u00e1tica que parte de interesses distintos e n\u00e3o necessariamente incorporados na constru\u00e7\u00e3o desse arranjo. Nesse sentido, o presente projeto tem como objetivo, interpretar tal constru\u00e7\u00e3o, no sentido de analisar os recursos de poder nela implicados, a fim de situar as express\u00f5es e\/ou aus\u00eancias dos setores, grupos e classes sociais diretamente interessados na assinatura do Protocolo Agroambiental. Destarte, para a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa, utilizar-se-\u00e1 uma abordagem qualitativa de pesquisa social, partindo da pesquisa bibliogr\u00e1fica e da an\u00e1lise de documentos, al\u00e9m da entrevista semiestruturada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: CNPq &#8211; Mestrado<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Disputas e hierarquias na constru\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o ambiental em assentamentos de reforma agr\u00e1ria<\/strong>\u00a0(2014 &#8211; 2018)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Alexsandro Elias Arbarotti<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A proposta desse projeto \u00e9 investigar como a quest\u00e3o ambiental interfere nas disputas e hierarquias estabelecidas no cotidiano dos assentamentos de reforma agr\u00e1ria. Esses elementos, de disputas e hierarquias, vistos a partir do acesso ou n\u00e3o de alguns sujeitos, dentro do seu lote, a recursos naturais como \u00e1gua do rio e \u00e1rea de reserva ambiental. Utilizando como instrumento metodol\u00f3gico privilegiado a hist\u00f3ria oral a proposta \u00e9 identificar nas trajet\u00f3rias, experi\u00eancias, sentimentos e mem\u00f3ria dos sujeitos as disputas e hierarquias e, tamb\u00e9m, as pr\u00e1ticas cotidianas de gest\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais em seus lotes. Nesse sentido o objetivo \u00e9 demonstrar as poss\u00edveis assimetrias entre os discursos oficiais das institui\u00e7\u00f5es governamentais e dos movimentos sociais e as pr\u00e1ticas cotidianas. Para tanto ser\u00e1 realizado um estudo de caso comparativo dentro do assentamento Reunidas, o maior do estado de S\u00e3o Paulo, pesquisando duas Agrovilas: Birigui e Campinas que est\u00e3o pr\u00f3ximas a recursos naturais, a primeira da \u00e1gua do reservat\u00f3rio da usina hidrel\u00e9trica de Promiss\u00e3o e a segunda por ter grande parte dos lotes fazendo divisa com a reserva ambiental do assentamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: FAPESP &#8211; Doutorado<\/p>\n<ul>\n<li><strong>E<span style=\"color: #000000;\">ntre trajet\u00f3rias de vida e de classe: um estudo sobre rearranjos territoriais e identit\u00e1rios na implanta\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Jaguara<\/span><\/strong><span style=\"color: #000000;\">\u00a0(2014 \u20132016)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: J\u00e9ssica Pires Cardoso<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O presente trabalho visa refletir sobre a trajet\u00f3ria social das fam\u00edlias atingidas pela constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Jaguara, localizada e constru\u00edda entre os munic\u00edpios de Rifaina\/SP e Sacramento\/MG na d\u00e9cada de 1960. Per\u00edodo marcado por um projeto pol\u00edtico autorit\u00e1rio que ansiava progresso e moderniza\u00e7\u00e3o da sociedade pela inser\u00e7\u00e3o plena do c\u00e1lculo capitalista no mundo rural. Em vista disso, as mudan\u00e7as advindas pelos anseios desta pol\u00edtica d\u00e3o-se em diversos patamares, n\u00e3o apenas socioecon\u00f4mico ou ambiental em que o uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo transformam-se abruptamente, mas tamb\u00e9m as fam\u00edlias s\u00e3o expostas ao deslocamento compuls\u00f3rio que rompe e transforma v\u00ednculos culturais, h\u00e1bitos, valores e rotinas sociais, isto \u00e9, mudan\u00e7as de diversas ordens. Contudo, as mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es que a instala\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica causa no territ\u00f3rio n\u00e3o s\u00e3o experienciadas apenas como perdas mas tamb\u00e9m ganhos e oportunidades que ser\u00e3o compreendidas quando observadas as experi\u00eancias dos \u201catingidos\u201d e a rela\u00e7\u00e3o dos agentes com a terra, seja como espa\u00e7o de trabalho, moradia e referenciais identit\u00e1rios. Basicamente, o trabalho de rememorar o passado exp\u00f4s as motiva\u00e7\u00f5es e justificativas dos agentes que compreendem a instala\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica e o deslocamento compuls\u00f3rio como positivo ou negativo. Para ter acesso \u00e0s experi\u00eancias e trajet\u00f3rias de vida, o instrumento metodol\u00f3gico utilizado foi a hist\u00f3ria oral por meio da entrevista qualitativa semi-estruturada, integrada \u00e0 pesquisa bibliogr\u00e1fica e an\u00e1lises documentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: CAPES- Mestrado<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ceifando a cana&#8230; Tecendo a vida. Um estudo sobre o p\u00f3s\/trabalho nos <\/strong><strong>canavias<\/strong> (2014-2018)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Tain\u00e1 Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O objetivo desta pesquisa foi compreender o p\u00f3s\/trabalho dos ex-cortadores de cana adoecidos, isto \u00e9, a nova trama de sociabilidade em que se emaranham. Para tanto, foi delineada uma metodologia de base qualitativa, com observa\u00e7\u00e3o direta e assistem\u00e1tica, entrevistas de roteiro semiestruturado, fotodocumenta\u00e7\u00e3o e registro em di\u00e1rio de campo. Os cortadores de cana s\u00e3o, em maioria, migrantes; muitos, depois de adoecidos, retornam \u00e0 cidade natal. Por isso, o campo emp\u00edrico dessa pesquisa \u00e9 um local de origem desses sujeitos, o munic\u00edpio de Ara\u00e7ua\u00ed, no Vale do Jequitinhonha\/MG, lugar que contou com intenso fluxo migrat\u00f3rio para os canaviais paulistas. Foram buscados al\u00e9m de cortadores de cana adoecidos, seus familiares e profissionais que atuam no atendimento desse p\u00fablico &#8211; m\u00e9dicos, assistentes sociais e psic\u00f3logos dos servi\u00e7os de Assist\u00eancia e Previd\u00eancia Social e do SUS. O corte de cana \u00e9 um trabalho desgastante f\u00edsica e emocionalmente, o que pode levar os trabalhadores ao adoecimento. S\u00e3o descartados pela agroind\u00fastria sucroalcooleira, pois seus corpos e mentes n\u00e3o aguentam mais o trabalho. Adoecem a tal ponto que perdem a capacidade laboral. Se, de acordo com a interpreta\u00e7\u00e3o marxiana, o trabalho organiza a sociabilidade dos sujeitos, sua express\u00e3o capitalista &#8211; a venda da for\u00e7a de trabalho -, estabelece rela\u00e7\u00f5es estranhadas, ainda mais numa situa\u00e7\u00e3o de superexplora\u00e7\u00e3o. O que, ent\u00e3o, o adoecimento produz? Adoecido, o sujeito n\u00e3o tem mais a for\u00e7a de trabalho para trocar, mas permanece imerso em rela\u00e7\u00f5es estranhadas. No p\u00f3s\/trabalho o estranhamento se aprofunda, pois as rela\u00e7\u00f5es coisificadas permanecem, os trabalhadores entendem-se como mercadoria descartada. O descarte gera um sentimento de vergonha compartilhado entre os sujeitos. O cortador de cana adoecido busca no Estado os meios de garantir sua reprodu\u00e7\u00e3o. As institui\u00e7\u00f5es do Estado cumprem o papel regulador na biopol\u00edtica, expressam o fazer viver e o deixar morrer. Os descartados da cana n\u00e3o se enquadram mais na norma do trabalho, isto \u00e9, n\u00e3o podem cumprir a fun\u00e7\u00e3o para qual foram docilizados: a de for\u00e7a de trabalho. Estabelecem uma nova sociabilidade com assistentes sociais, m\u00e9dicos e psic\u00f3logos dos \u00f3rg\u00e3os da previd\u00eancia e assist\u00eancia social. Todo o funcionamento do Estado leva a crer que os descartados da cana passam a ser deixados a morrer &#8211; n\u00e3o s\u00f3 morte f\u00edsica, mas social -, n\u00e3o s\u00e3o mais vidas a ser geridas e controladas. A fam\u00edlia \u00e9 impactada nesse processo, n\u00e3o s\u00f3 pela perda de uma importante renda no or\u00e7amento, mas por repercutir sobre ela os resultados do estranhamento aprofundado. As mulheres &#8211; esposas e m\u00e3es &#8211; tornam-se encarregadas pelo cuidado com esses homens adoecidos, lidando com as dificuldades que esse papel carrega. Numa sociedade patriarcal, \u00e0 mulher \u00e9 atribu\u00eddo o cuidado, o que no caso das esposas e m\u00e3es dos cortadores de cana \u00e9 intensificado, na medida em que devem cuidar tamb\u00e9m desse adoecido. Aos homens, por outro lado, \u00e9 atribu\u00edda a masculinidade, virilidade e for\u00e7a, naturaliza\u00e7\u00e3o que se fratura com o adoecimento. As rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero se reorganizam, mas n\u00e3o com a invers\u00e3o dos polos de poder. Os sujeitos n\u00e3o vivenciam passivamente nenhum desses processos, produzindo diferentes estrat\u00e9gias de resist\u00eancia, linhas de escape \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es apresentadas. O cortador de cana &#8211; migrante expropriado, for\u00e7a de trabalho superexplorada, ser gen\u00e9rico cindido &#8211; estabelece novas rela\u00e7\u00f5es de sociabilidade no p\u00f3s\/trabalho por adoecimento. Desse modo, podemos afirmar que a sociabilidade capitalista se estende para fora do espa\u00e7o-tempo de trabalho. Para a Sociologia do Trabalho, especificamente aos que debatem trabalho rural, \u00e9 poss\u00edvel, a partir da presente reflex\u00e3o, alargar o campo de estudos. O fim das rela\u00e7\u00f5es de trabalho constitui, como visto no caso dos cortadores de cana descartados, uma outra sociabilidade vinculada exatamente ao espa\u00e7o-tempo de trabalho, inaugura-se o p\u00f3s\/trabalho, tema n\u00e3o diferente, mas pertencente \u00e0 Sociologia do Trabalho.<\/p>\n<p>Financimento: CNPq<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>O fetiche da mercadoria &#8220;verde&#8221;: O agr\u00e1rio e o ambiental na constru\u00e7\u00e3o social do etanol<\/strong> (2013 \u2013 2017)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Mariana Bombo\u00a0Perozzi Gameiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Este projeto visa interpretar a constru\u00e7\u00e3o social do etanol brasileiro a partir de 2003, por meio da investiga\u00e7\u00e3o dos discursos que concorrem pela conforma\u00e7\u00e3o de regimes de verdade acerca de tal mercadoria. O per\u00edodo \u00e9 marcado pelo (re)nascimento fetichizado do etanol no mercado nacional sob o apelo de \u201cproduto sustent\u00e1vel\u201d, aparentemente desejado pela sociedade, demandante de fontes renov\u00e1veis de energia que possam substituir os combust\u00edveis f\u00f3sseis poluidores e em vias de esgotamento. Em contraposi\u00e7\u00e3o a esses discursos encontram-se aqueles que apontam que o etanol derivado da cana-de-a\u00e7\u00facar carrega em si rela\u00e7\u00f5es sociais historicamente marcadas por degradantes condi\u00e7\u00f5es de trabalho, pela concentra\u00e7\u00e3o de terras e poder, pela deprecia\u00e7\u00e3o de recursos naturais e pela competi\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Neste contexto, diversos esfor\u00e7os foram (e continuam sendo) empreendidos por governos e pela ind\u00fastria sucroalcooleira para contornar as contradi\u00e7\u00f5es nas quais o etanol est\u00e1 envolvido, de modo a transform\u00e1-lo numa <i>commodity<\/i> aceita internacionalmente. Ao entender o mercado como resultado de disputas pol\u00edticas, culturais e axiol\u00f3gicas que perpassam a esfera econ\u00f4mica, e buscar as representa\u00e7\u00f5es que atores politicamente interessados constroem sobre o etanol brasileiro, esta proposta de pesquisa dialoga analiticamente com a sociologia rural e a sociologia ambiental, mantendo forte interface com o campo da sociologia econ\u00f4mica. Metodologicamente ser\u00e3o empregados procedimentos qualitativos de pesquisa social, com destaque \u00e0s t\u00e9cnicas de entrevista semiestruturada e \u00e0 an\u00e1lise documental.<\/p>\n<p>Financiamento: CAPES\u2013 Doutorado.<\/p>\n<div align=\"left\">\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>Entre a cana e<\/b><b> Suape<\/b><b>: <\/b><b>um estudo sobre os cortadores de cana e seus deslocamentos rumo ao Complexo Industrial Portu\u00e1rio de Suape \u2013 PE <\/b>(2013- 2016)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div align=\"left\">Respons\u00e1vel: Jeanne Mariel de Moura<\/div>\n<div align=\"left\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"left\">Resumo: O presente projeto\u00a0tem por objetivo analisar as mudan\u00e7as que tem ocorrido na vida dos trabalhadores rurais de cana-de-a\u00e7\u00facar da Zona da Mata Sul de Pernambuco face a chegada do Complexo Portu\u00e1rio Industrial de Suape na regi\u00e3o. Nessa nova conjuntura a monocultura da cana-de-a\u00e7\u00facar perde espa\u00e7o e novas rela\u00e7\u00f5es de trabalho emergem no meio rural da Zona da Mata Sul. Seu contingente humano que historicamente se constituiu reserva de m\u00e3o de obra para os canaviais da regi\u00e3o e de outros estados do pa\u00eds passa agora a ter em Suape outra forma de emprego, o emprego industrial. A fim de compreender essa passagem do meio rural para a ind\u00fastria e os desdobramentos que permeiam essa nova conjuntura, a pesquisa comporta um grupo de objetivos que buscam: caracterizar quem s\u00e3o estes trabalhadores; compreender como ocorre a inser\u00e7\u00e3o deles no Complexo de Suape; mostrar os poss\u00edveis conflitos existentes entre os trabalhadores rurais e a ger\u00eancia do Porto de Suape; identificar as transforma\u00e7\u00f5es no projeto de vida dos trabalhadores rurais face \u00e0 inser\u00e7\u00e3o no porto e revelar como eles percebem as mudan\u00e7as que est\u00e3o vivenciando. Como recurso metodol\u00f3gico ser\u00e1 utilizado a pesquisa documental, o levantamento bibliogr\u00e1fico e a pesquisa de campo que comportar\u00e1 a metodologia da hist\u00f3ria oral, juntamente com a realiza\u00e7\u00e3o entrevistas semiestruturadas junto aos trabalhadores rurais inseridos no Porto.<\/div>\n<div align=\"left\"><\/div>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>\u201cNatureza em constru\u00e7\u00e3o: racionalidades e discursos sobre a Represa do Lobo\/Broa\u201d<\/b> (2014 \u2013 2016)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Respons\u00e1vel: Raiza Campregher<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A emerg\u00eancia da moderna quest\u00e3o ambiental, a partir da d\u00e9cada de 1960, representou mudan\u00e7as significativas na maneira com que as sociedades percebem o meio ambiente, em especial atrav\u00e9s das suas representa\u00e7\u00f5es sociais. Nesse sentido, o presente trabalho compreende as quest\u00f5es ambientais como constru\u00e7\u00f5es sociais que dependem da atua\u00e7\u00e3o de agentes sociais espec\u00edficos, dentre os quais a ci\u00eancia tem papel fundamental. As representa\u00e7\u00f5es sociais do meio ambiente, por sua vez, s\u00e3o tamb\u00e9m fruto de diferentes intera\u00e7\u00f5es com o espa\u00e7o. Assim, o projeto em tela pretende interpretar as representa\u00e7\u00f5es sociais atribu\u00eddas a Represa do Lobo\/Broa por diferentes grupos sociais, dentre eles: os cientistas, os moradores, os turistas e os empreendedores do turismo, e o poder p\u00fablico. Considerando que tais representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o produtos hist\u00f3ricos, o projeto tamb\u00e9m prop\u00f5e entender as transforma\u00e7\u00f5es dessas representa\u00e7\u00f5es ao longo do tempo, al\u00e9m de compreender como tais representa\u00e7\u00f5es se formam e s\u00e3o hierarquizadas no contexto das pr\u00e1ticas sociais. Para a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa ser\u00e3o utilizados m\u00e9todos qualitativos de pesquisa social, dentre eles pesquisa bibliogr\u00e1fica e documental e entrevistas semiestruturadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: FAPESP &#8211; Mestrado<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>O modo de vida e o processo de transum\u00e2ncia do ribeirinho urbano diante das cheias e vazantes na Amaz\u00f4nia <\/strong>(2010-2015)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Jos\u00e9 Augusto Carvalho de Ara\u00fajo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O processo de ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e as consequ\u00eancias do desordenamento do espa\u00e7o social na regi\u00e3o t\u00eam afetado o modo de vida das popula\u00e7\u00f5es locais, considerando que os ribeirinhos urbanos constroem as suas vidas citadinas, suas mem\u00f3rias, experi\u00eancias, habitus e viv\u00eancias baseados mais nas suas tradi\u00e7\u00f5es, cultuando uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima com os rios, indo de encontro aos interesses do grande capital.\u00a0 Os grupos sociais em estudo foram estudados tamb\u00e9m atrav\u00e9s do processo de transum\u00e2ncia, pela din\u00e2mica da popula\u00e7\u00e3o residente na Marab\u00e1 pioneira (velha marab\u00e1) ao se transferirem para os bairros mais altos todos os anos.\u00a0 Este tipo de migra\u00e7\u00e3o interna acontece h\u00e1 pelo menos meio s\u00e9culo todos os anos, nos per\u00edodos das cheias. Neste sentido, os ribeirinhos se deslocam para as \u00e1rea mais altas, a exemplo da Cidade Nova e da Nova Marab\u00e1 ou para os abrigos tempor\u00e1rios constru\u00eddos pelos pr\u00f3prios moradores ou pela Defesa Civil. Foi constatado que um dos principais problemas diz respeito a uma nova for\u00e7a de trabalho urbano de ribeirinhos que moram nas cidades e que vivem as constantes cheias e vazantes na regi\u00e3o, que tem causado impactos nas transforma\u00e7\u00f5es produtivas sobre a din\u00e2mica da popula\u00e7\u00e3o, e de segmentos espec\u00edficos no espa\u00e7o urbano. Da mesma forma, n\u00e3o podemos desconsiderar a cria\u00e7\u00e3o de bols\u00f5es de pobreza de mulheres, crian\u00e7as, migrantes e favelados nas periferias urbanas, associado a um capitalismo perif\u00e9rico que tem gerado a marginaliza\u00e7\u00e3o social de parte desta popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Pol\u00edtica e sociedade no complexo agroindustrial sucroalcooleiro: estudo sobre as motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o econ\u00f4micas do corte da cana no Noroeste paulista<\/strong>(2012-2014)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Ana Carina Sabadin<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A exist\u00eancia simult\u00e2nea do uso do trabalho volante do cortador de cana-de-a\u00e7\u00facar e da produ\u00e7\u00e3o mecanizada pode ser observada no contexto das novas ruralidades. Mesmo ap\u00f3s quase quarenta anos na tentativa de aumentar os investimentos na moderniza\u00e7\u00e3o, a partir do desenvolvimento de melhores tecnologias, como o surgimento de m\u00e1quinas mais eficientes, \u00e9 vis\u00edvel a persist\u00eancia do trabalho volante no cen\u00e1rio do rural contempor\u00e2neo. Sendo assim, a pesquisa perseguir\u00e1 a hip\u00f3tese de que as determina\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas n\u00e3o s\u00e3o exclusivas na defini\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de emprego do trabalho para o corte da cana e, portanto, procurar-se-\u00e1 identificar e interpretar as motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o econ\u00f4micas da coexist\u00eancia das colheitas manual e mecanizada na produ\u00e7\u00e3o, voltando-se, fundamentalmente, \u00e0s dimens\u00f5es pol\u00edticas, sociais e culturais que norteiam as estrat\u00e9gicas econ\u00f4micas do setor. Por ser uma regi\u00e3o de expans\u00e3o do setor sucroalcooleiro, a regi\u00e3o do Noroeste Paulista foi a escolhida para a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: CNPq &#8211; Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Encontros e desencontros na coexist\u00eancia geracional nos assentamentos de reforma agr\u00e1ria: o caso da agrovila Campinas no assentamento Reunidas, Promiss\u00e3o \u2013 SP <\/strong>(2012-2014)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Alexsandro Elias Arbarotti<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Esta pesquisa \u00e9 um estudo de caso, na agrovila Campinas no munic\u00edpio de Promiss\u00e3o \u2013 SP, que se prop\u00f5e a investigar o modo como se d\u00e1 o processo de sucess\u00e3o geracional nos assentamentos de reforma agr\u00e1ria, com foco nos sujeitos da segunda gera\u00e7\u00e3o que permanecem no projeto de assentamento. Observar as estrat\u00e9gias e os arranjos para a viabiliza\u00e7\u00e3o dessa perman\u00eancia, buscando compreender as negocia\u00e7\u00f5es com os membros da primeira gera\u00e7\u00e3o, as motiva\u00e7\u00f5es e o modo como ela se d\u00e1 efetivamente no cotidiano: tens\u00f5es, rupturas e continuidades. Nesta realidade social visualizar se existem rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a ou etnia e mudan\u00e7a na estrutura familiar. Este estudo tem como refer\u00eancia o debate contempor\u00e2neo de gera\u00e7\u00e3o e identidade. Gera\u00e7\u00e3o na perspectiva de um fen\u00f4meno essencialmente cultural e que n\u00e3o se refere a pessoas que partilham da mesma idade, mas sim da forma\u00e7\u00e3o da subjetividade. Assim, parte-se do pressuposto de que h\u00e1 uma coexist\u00eancia parcial entre as gera\u00e7\u00f5es o que permite realizar a aproxima\u00e7\u00e3o e a rela\u00e7\u00e3o entre gera\u00e7\u00e3o e identidade no sentido do entrela\u00e7amento da hist\u00f3ria individual com a social. Identidade entendida como algo n\u00e3o fixo, mas descentrado e em um processo continuo de remodela\u00e7\u00e3o e hibridiza\u00e7\u00e3o por meio das rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: FAPESP- Mestrado<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>A Distin\u00e7\u00e3o Social na Governan\u00e7a das \u00c1guas e do Desenvolvimento Rural<\/b>\u00a0(2008- 2013)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Rodrigo Constante Martins<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A emerg\u00eancia de esferas descentralizadas de governan\u00e7a s\u00f3cio-territorial vem sendo alvo de an\u00e1lises nos campos das sociologias rural e ambiental, al\u00e9m dos estudos sobre pol\u00edticas p\u00fablicas. Temas relativos \u00e0 legitimidade t\u00eam sido recorrentemente discutidos na literatura internacional como forma de problematizar as disputas sociais correntes nestas inst\u00e2ncias. Buscando contribuir para este debate, este projeto pretende abordar a dimens\u00e3o pol\u00edtica da constru\u00e7\u00e3o das verdades\/diagn\u00f3sticos pelos agentes part\u00edcipes destas arenas deliberativas. Mais precisamente, toma como objetivo a compreens\u00e3o interpretativa das formas hegem\u00f4nicas de nomina\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica ambiental no interior das inst\u00e2ncias de governan\u00e7a s\u00f3cio-territorial em \u00e1reas rurais paulistas notadamente os Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1ficas e os Conselhos de Desenvolvimento Rural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: Fapesp<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Para al\u00e9m do Paradoxo de Giddens: concep\u00e7\u00f5es de natureza e ressignifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o rural<\/strong>\u00a0(2011-2013)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Gabriel Alarcon Madureira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O projeto tem como objetivo realizar uma cr\u00edtica do Paradoxo de Giddens a partir da pr\u00f3pria teoria da estrutura\u00e7\u00e3o. Este conceito emerge como explica\u00e7\u00e3o generalizante, universal e de fr\u00e1gil base emp\u00edrica acerca da aus\u00eancia de a\u00e7\u00f5es concretas no cotidiano dos indiv\u00edduos em rela\u00e7\u00e3o ao aquecimento global, \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e \u00e0 crise ambiental de forma geral. A pesquisa considera que a tr\u00edade natureza, meio ambiente e preserva\u00e7\u00e3o ambiental est\u00e1 no cerne de um amplo processo de ressignifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o rural como l\u00f3cus de constru\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas identidades localizadas e territorializadas. Dessa forma, as concep\u00e7\u00f5es de natureza e de ethos de preserva\u00e7\u00e3o ambiental devem ser analisadas a partir das intera\u00e7\u00f5es entre indiv\u00edduos e grupos nos processos de classifica\u00e7\u00e3o e de distin\u00e7\u00e3o sociais inerentes \u00e0s pr\u00e1ticas, representa\u00e7\u00f5es e discursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: CAPES- Mestrado<br \/>\n<b><br \/>\n<\/b><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>Trabalho, propriedade e renda fundi\u00e1ria: configura\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas do rural paulista<\/b>\u00a0(2011-2013)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Tain\u00e1 Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O objetivo do presente projeto \u00e9 compreender as rela\u00e7\u00f5es atuais de arrendamento de terra para a produ\u00e7\u00e3o canavieira nos munic\u00edpios de S\u00e3o Manuel e de Barra Bonita \u2013 SP, atentando para as os atores envolvidos nas rela\u00e7\u00f5es de propriedade e de trabalho; a hip\u00f3tese que nortear\u00e1 a pesquisa \u00e9 a de que h\u00e1 uma nova configura\u00e7\u00e3o entre trabalho, propriedade e renda fundi\u00e1ria e que tal configura\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o agr\u00e1ria \u00e9, tamb\u00e9m, uma express\u00e3o das metamorfoses do espa\u00e7o rural na contemporaneidade. No decorrer do s\u00e9culo XX, observaram-se no Brasil mudan\u00e7as estruturais na agricultura. As rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, de propriedade e de trabalho n\u00e3o se configuram hoje como no come\u00e7o do s\u00e9culo passado e nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas se complexificaram a tal ponto que tais elementos n\u00e3o podem mais ser vistos de forma isolada. Atualmente o debate acad\u00eamico que discute as transforma\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o rural n\u00e3o coloca em quest\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre tais elementos. Se, num primeiro momento, podia-se definir quem era o propriet\u00e1rio da terra, o trabalhador rural e o arrendat\u00e1rio, atualmente, tais pap\u00e9is e as rela\u00e7\u00f5es entre tais atores se modificaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: CAPES &#8211; Mestrado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><b>Desenvolvimento, per\u00edcia e poder no rural paulista: o caso do Programa Estadual de Microbacias Hidrogr\u00e1ficas\u201d<\/b>\u00a0(2010-2013)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Mariana Bombo Perozzi Gameiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Esta pesquisa prop\u00f5e uma discuss\u00e3o a respeito das redes de poder envolvidas no Programa Estadual de Microbacias Hidrogr\u00e1ficas do Estado de S\u00e3o Paulo. O programa foi uma pol\u00edtica p\u00fablica parcialmente financiada pelo Banco Mundial e executada pela Secretaria de Agricultura (SAA), atrav\u00e9s da Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral (CATI), entre 2000 e 2008, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel do meio rural paulista, pressupondo o envolvimento dos benefici\u00e1rios. O estudo busca compreender as redes de poder atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o dos conflitos entre leigos e peritos, os quais emergem ao se analisar a legitimidade dos discursos sobre desenvolvimento rural, sustentabilidade e participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: Fapesp &#8211; Mestrado<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><b>A Classifica\u00e7\u00e3o Disciplinar no Mercado dos Enunciados Ambient<\/b><strong>ais <\/strong>(2010 &#8211; 2012)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Rodrigo Constante Martins<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Este projeto tem como objetivo interpretar a g\u00eanese da cren\u00e7a social nos instrumentos econ\u00f4micos de gest\u00e3o ambiental. As discuss\u00f5es empreendidas ter\u00e3o como foco a problematiza\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese de que a consolida\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o ambiental na agenda pol\u00edtico-social contempor\u00e2nea est\u00e1 intimamente relacionada com a capacidade de nomina\u00e7\u00e3o que a teoria da utilidade marginal, como fato hist\u00f3rico-cultural, desenvolveu no curso do s\u00e9culo XX. O estudo discute como o marginalismo neocl\u00e1ssico, somado ao saber t\u00e9cnico de \u00e1reas disciplinares, atuam, na descri\u00e7\u00e3o dos impasses e na prescri\u00e7\u00e3o dos temas envolvidos na gest\u00e3o das \u00e1guas no estado de S\u00e3o Paulo, contribuindo para o debate sobre as formas de experimenta\u00e7\u00e3o e nomina\u00e7\u00e3o que as sociedades modernas mant\u00eam sobre seus quadros de auto-reconhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: CNPQ<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Hierarquias e redes sociais em Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1ficas<\/strong>\u00a0(2011-2012)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Raiza Campregher<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O objetivo do projeto \u00e9 analisar o perfil da atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos integrantes do Comit\u00ea de Bacia Hidrogr\u00e1fica Tiet\u00ea-Jacar\u00e9, identificando as redes sociais que os situam no espa\u00e7o social, bem como suas estrat\u00e9gias de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dentro do Comit\u00ea &#8211; em especial, em suas c\u00e2maras t\u00e9cnicas. Para tal investiga\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o adotados procedimentos qualitativos de pesquisa social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: FAPESP- Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Redes Acad\u00eamicas na Governan\u00e7a das \u00c1guas <\/strong>(2011-2012)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Clarissa Perci de Andrade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Este projeto objetiva analisar o perfil da atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos integrantes do Comit\u00ea de Bacia Hidrogr\u00e1fica Tiet\u00ea-Jacar\u00e9, identificando as redes sociais que os situam no espa\u00e7o social, bem como suas estrat\u00e9gias de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dentro do Comit\u00ea &#8211; em especial, em suas c\u00e2maras t\u00e9cnicas. Para tal investiga\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o adotados procedimentos qualitativos de pesquisa social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: Fapesp- Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica <strong><br \/>\n<\/strong><b><br \/>\n<\/b><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>O poder p\u00fablico na governan\u00e7a das \u00e1guas: estudo sociol\u00f3gico sobre hierarquias e interdepend<\/b><strong>\u00eancias <\/strong>(2010-2012)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Marcio Teixeira de Lima<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Os comit\u00eas de bacias hidrogr\u00e1ficas s\u00e3o inst\u00e2ncias descentralizadas que t\u00eam objetivo de discutir e decidir as formas como os recursos h\u00eddricos devem ser geridos em escala local. A nova forma de governan\u00e7a das \u00e1guas compreende diversos agentes locais envolvidos no seu uso, como setores da sociedade civil e das prefeituras da regi\u00e3o da bacia. Este tema vem sendo abordado pela sociologia ambiental e pelos estudos de pol\u00edticas p\u00fablicas, enfatizando principalmente os setores do Estado e da sociedade civil. Para contribuir com este debate, este projeto pretende analisar como se d\u00e1 a atua\u00e7\u00e3o do segmento dos munic\u00edpios em um comit\u00ea de bacia, tomando como estudo de caso o Comit\u00ea de Bacia Hidrogr\u00e1fica do Tiet\u00ea-Jacar\u00e9, localizado na regi\u00e3o central do estado de S\u00e3o Paulo. Busca-se compreender qual a vis\u00e3o que este segmento tem desta nova forma de gest\u00e3o, bem como analisar atrav\u00e9s de procedimentos qualitativos as rela\u00e7\u00f5es de poder e as interdepend\u00eancias entre os munic\u00edpios e entre estes e os demais segmentos neste contexto regional espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: Fapesp &#8211; Mestrado<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>Discursos e Posi\u00e7\u00f5es de Classe na Governan\u00e7a das \u00c1guas: O Caso do Comit\u00ea Jacar\u00e9-Tiet\u00ea<\/b><strong>\u00a0<\/strong>(2009-2011)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Rodrigo Espinoza<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A presente pesquisa tem como refer\u00eancia emp\u00edrica o Comit\u00ea de Bacia Hidrogr\u00e1fica Tiet\u00ea-Jacar\u00e9, e busca interpretar a disputa de interesses sobre a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na regi\u00e3o, al\u00e9m de desenvolver uma discuss\u00e3o sobre a hegemonia do saber cient\u00edfico no paradigma epistemol\u00f3gico do ocidente e sua rela\u00e7\u00e3o direta com a crise ambiental contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: Fapesp &#8211; Mestrado<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>A Constru\u00e7\u00e3o Social do Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel<\/b><strong>\u00a0<\/strong>(2009-2010)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Patricia Polastri<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: A pesquisa objetivou interpretar o perfil de forma\u00e7\u00e3o e as posi\u00e7\u00f5es de classe dos integrantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Ibitinga\/SP, reconstruindo analiticamente as pautas pol\u00edticas dominantes desta inst\u00e2ncia de governan\u00e7a. A revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e os estudos de campo visaram a compreens\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o dos discursos sociais e da legitimidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: Fapesp- Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><b>Territ\u00f3rios e Novas Arenas de Poder no Rural Paulista: um Estudo <\/b><strong>de Caso <\/strong>(2009-2010)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: Tain\u00e1 Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: O projeto pretendeu verificar as formas de nomina\u00e7\u00e3o da moderna quest\u00e3o ambiental em contexto de ruralidade, e as redes sociais de poder na inscri\u00e7\u00e3o de integrantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de S\u00e3o Manuel\/SP, a fim de interpretar as pautas pol\u00edticas constru\u00eddas nesta arena gestora de decis\u00f5es locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento: Fapesp &#8211; Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><b>Habitus e trajet\u00f3ria dos agentes nos Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1fica<\/b><strong>s <\/strong>(2008-2009)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel: M\u00e1rcio Teixeira de Lima<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Os objetivos gerais deste estudo passam pela problematiza\u00e7\u00e3o do efeito-teoria na nomina\u00e7\u00e3o da moderna quest\u00e3o ambiental, desvendando as formas atrav\u00e9s das quais tal estrat\u00e9gia de nomina\u00e7\u00e3o atua simultaneamente como realidade descritiva e prescritiva do moderno debate s\u00f3cio-ambiental. Inserido nesta problem\u00e1tica, este projeto prop\u00f5e a an\u00e1lise sobre as disputas sociais presentes na constru\u00e7\u00e3o das pautas do Comit\u00ea de Bacia Hidrogr\u00e1fica Tiet\u00ea Jacar\u00e9 (CBH-TJ) atrav\u00e9s da reconstitui\u00e7\u00e3o dos perfis de forma\u00e7\u00e3o dos membros do Comit\u00ea, com destaque para a trajet\u00f3ria pol\u00edtica e os rituais de institui\u00e7\u00e3o a que estes membros se submeteram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Financiamento Fapesp -Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas franjas do progresso. Efeitos socioambientais da produ\u00e7\u00e3o canavieira nos estados de Alagoas e S\u00e3o Paulo (2021 &#8211; 2023) Respons\u00e1veis: Rodrigo Constante Martins e Wendell Ficher Resumo: O objetivo deste projeto \u00e9 investigar os efeitos socioambientais da produ\u00e7\u00e3o canavieira em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/18"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18"}],"version-history":[{"count":87,"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/18\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4880,"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/18\/revisions\/4880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ruras.ufscar.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}